terça-feira, 14 de setembro de 2010

O Reles Palhaço

Acho que nada, nada mais que valha a pena,
Pois não adianta o que você faça sempre estará lá.
O esforço que vc emprega para tentar construir algo,
sempre há um vento sutil pra colocar tudo abaixo...

Sempre acontece alguma coisa que lhe furta o sorriso,
no lado oposto o tempo parece rir da sua cara.
Sempre tem alguém pra lhe apontar o dedo,
falando dos defeitos, como se eles o definissem...

Quando não são os dedos apontados sobre ti,
são os murros que vêm de sabe-se lá de onde.
Isso te faz cegar pra determinadas coisas,
começa a não ver mais as coisas com olhos inocentes...

Mas você vê os rostos sem faces das pessoas
ou apenas está vendo a si mesmo nelas.?!
Ser humano é uma droga, pareço um parvo diante da realeza,
que mutila seu ego apenas pra não virar comida dos leões!

Tenho que fazer isso parar, apenas parar
uma releitura do Rei Midas, ao invés de ouro, cinzas
A angústia silenciosa instala-se em teus ouvidos,
sussurando merdas e mais merdas para serem feitas...

O medo nesse caso torna-se determinista,
uma defesa ou uma bela ofensa, ainda bem!
Pois cada um escolhe seus tormentos,
e cultiva suas rosas de espinhos...

2 comentários:

Rebeca disse...

muito legal essa poesia! e concordo com ela!

luizsimbolista disse...

Um tanto crítico, até filosófico e bem expressivo, é onde está o lirismo inconstante e revolto, muito boa poesia e parabéns pelo espaço,

um cordial abraço, Luiz.