sábado, 4 de julho de 2026

O Caminho do Garou

A vida de Trevor começou verdadeiramente no dia em que quase morreu. A Lâmina de Vorgash lhe fora dada por um lupino ancião. Esse punho laminado foi a arma principal de um Fianna Ahroun conhecido como Nigel, ele confiou a arma nas mãos de Trevor antes de sucumbir totalmente à Wyrm e atacá-lo. Assim passando seu fardo a Trevor, que por trabalhar nas docas da Cidade atravessou Nigel da Irlanda para os Estados Unidos clandestinamente.


Nigel
notou que Trevor o lembrava de quando era mais jovem e viu a força interior do irlandês. Ensinou partes obscuras das tradições antes de morrer, disse que aquela arma deveria ser usada para proteger Gaia e que deveria ser mantida longe das Garras da Wyrm, pois era uma arma crucial para o desfecho do fim do mundo. 


Superstição à parte, Nigel conseguiu a redenção de sua alma ao morrer gloriosamente em uma batalha que ceifou vários lacaios da Wyrm. Usando fogo contra fogo, Nigel acabou virando o Espírito Guia de Trevor.

Tempos depois, Trevor acordava na madrugada devido a sonhos estranhos que tinha com espíritos atormentados e vingativos (banshee). Elas pareciam carregar uma ânfora prateada que exalava uma fumaça vermelha. Depois as banshee se voltavam para o irlandês e o atacavam fazendo-o acordar... Ele consultou Nigel que o alertou sobre o significado parcialmente e que deveria procurar por conta própria.

O navio Cargueiro, o Santa Luzia Delmont estava à deriva no mar em meio a uma tempestade. Os instrumentos de navegação não funcionavam direito há horas. O experiente capitão do navio esmagava uma carta náutica, que o primeiro imediato traçou um triângulo. Apenas um tripulante não se abalou aos caprichos da tempestade. Sua cabine era iluminada pelo relâmpago e seu dormitório começava a encher-se de água salgada. Talvez ele fosse um suicida, pois estava naquele inferno aquático porque queria, mas ele saiba uma metade da verdade. Ele mataria dois coelhos com uma cajadada só. Pois o carregamento que eles levavam pertencia os sanguessugas que financiavam um cartel de drogas.

O mar revolto brincou com o navio como se fosse um felino brincando com uma bola de tênis. O cargueiro se rendeu Trevor não se importou de correr em crinos pelos corredores de aço e se lançar ao mar. Ele viu os corpos mortos sendo tragados pelas águas e depois um navio aparecer, na sua lateral estava escrito Ane Queen. O famoso navio que desapareceu em 1939 no Triângulo das Bermudas...

Trevor vasculhou o local por 5 dias e não encontrou uma única pista. Quando saiu do navio assim que a tempestade passou ele pulou nas brumas do mar e reapareceu numa casa abandonada nas proximidades de Chernobyl.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

A Torre Psíquica

 

Há muitas eras atrás, uma civilização (hoje já esquecida) vivia harmoniosamente na região conhecida como a Fenda Estelar, até seu desaparecimento em massa...


A caída de um meteorito, vindo dos confins do universo, alterou para sempre as formas viventes da região e mesclaram suas carnes a um minério de aspecto espelhado. Muitos seres pré-históricos morreram com o impacto, mas também com a ameaça alienígena de uma forma parasitária de vida, que vivia em meio aos componentes que compunham a estrela cadente.


Dos sobreviventes, alguns eram imunes ao parasita, eles evoluíram e adquiriram poderes psiônicos. Deles surgiram descendentes humanoides adquiriram uma inteligência ímpar, habilidades sobrenaturais e se fecharam perante o mundo por séculos.


Com o passar dos tempos eram raramente vistos fora da Fenda Estelar, onde algo era erigido. Uma gigantesca estrutura ameaçava a hegemonia dos céus, uma cidade feita com o minério remanescente. Décadas se passaram e as portas da Cidadela Incógnita foram abertas para as outras civilizações desfrutarem de sua magnificência, fartura, psionismo, medicina e tecnologia avançada.


Se diziam que eram imortais, porém quando a última forma de vida convidada adentrou seus pesados portões, eles abruptamente se fecharam e com isso a Cidadela Incógnita ganhou altitude. Na verdade era uma nave espacial, que juntou recursos todo esse tempo para uma nova colonização, pois sabiam que seus poderes uma hora desequilibraria a vida no planeta e deixando pra trás o que hoje é a conhecida como a Torre Psíquica.


Nenhum sinal do minério foi deixado no local do impacto, a não ser a parte que ficou suspensa na atmosfera do mundo, segundos antes da nave riscar a escuridão eterna do universo. Dentro da estrutura suspensa, um único remanescente daquela civilização ficou pra trás, zelando pelo conhecimento da Torre Psíquica.


Anos atrás desejoso em não mais ter que guardar todo conhecimento para si, foi autoimposto a missão de influência os atuais povos daquele mundo e esquecido pelos seus semelhantes. Propagou as benfeitorias da Torre Psíquica, para os povos. Horrorizado com a atual situação dos povos em guerras inúteis propagou as benfeitorias da Torre Psíquica para mundo civilizado.


Utilizando-se de seu poder psíquico, Haktor adentrou os sonhos de seres de índole boa e os convidou para conhecer sua eterna morada. Assim nasceria a ordem conhecida como A Torre Psíquica, seus membros agem como agentes samaritanos, protegendo e curando os fracos e necessitados sendo essa sua missão como Grão-Mestre da Torre. Em seu séquito é permitido seres de qualquer tendência, exceto maligna.


Haktor é o mentor da ordem e agiu todo esse tempo incógnito sob suas ordens. Seu rosto não é conhecido, pois cada membro cobre seu rosto com uma máscara de metal extraído da torre, da mesma forma que o altruísmo deve ser feito sem recompensas, seus benfeitores não devem ser conhecidos. Sua hierarquia começa com máscaras espelhadas vermelhas, depois as laranjas, seguidas pelas amarelas, verdes, azuis e as últimas são roxas. Porém a máscara de Haktor é a única de cor branca.