quinta-feira, 27 de maio de 2010

Retroverso (É Pleonasmo)

Perceba a tríade...

Corpo, Alma e Mente
Mente, Corpo e Alma
Alma, Mente e Corpo


Assim está melhor...

Vitimando Corpo inocente com a impureza do mundo.
Limpando a prova do crime na obscuridade da Alma.
Esperando funestamente a próxima Mente subjugada.

Agora ria...

Hannibal Lecter
Zumbi de Filme Trash
ou "aquela" Vedete

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Palavras Mortas e Sus-surradas

Olho pros teus olhos e eles não me dizem nada
cadê aquela vivacidade de outrora, de sonhos sadios?
Os gestos simples que nos faziam cúmplices e vadios
foi o tempo que eles me diziam algo, um bom tempo

Olho pros teus ouvidos e eles não me escutam por nada
grite, xingue, esperneie, sempre "h-ouve" a chance!
Porra vai ler, vai vendo.. .Ainda quer que eu dance?
meu ovo, o som não podia faltar, esperando, surtando

Olho pro teu nariz e ele não me cheira a nada
podre, nhaca e o costumeiro azedinho não podiam faltar
Delicado aroma, para as mancadas quão logo se tratar!
narinas a soltar fogo pelas ventas, sem culpa

Olho pra tua boca e ela não me remete a nada
onde foi parar aquele sorriso encantador?
Vômito que se fez florescer, beije a flor
tardiamente me fazia querer mais e não é mais

Olho pro teu pescoço e ele não me permite nada
só o leve encostar de lábios, a "conchinha" de cá
Ah propósito, só pra sussurrar os trejeitos de lá?
fico satisfeito, por ter cumprido o meu papel

Olho pros teus braços e eles não me servem de nada
lembro-me do tapa de antes, aquele que selou o fim
Depois se for ver, passou e não restou nada de mim?
às vezes nem eu entendo, mãos frias por acalento

Olho pra tua cintura ela não me agrada em nada
irregular é este seu gingado quadrado, por todo o salão
A coluna a fraquejar e antes deixar um rastro no chão
minha mão em suas costas, ao mero requebrar

Olho pras tuas pernas e elas não me guiam a nada
Nada? É o vigor das coxas, o nada é o quase de repente
Assim me chuta como um comum, tão singelo indigente
Corre-se atrás de ideais e passamos a eterniza-los!




Pois é, isso que me interessa é a mente afiada,
sem blás blás blás, Cláudia Raia
e Wiska Sachê.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Lá se foi o Vento

Ele anuncia a chegada da chuva
vento que faz nascer as marolas
Que afaga nossos cabelos
vento que leva as sementes

Ele que traz o perfume das flores
vento que ameniza o calor da face
Que move moinhos e cataventos
vento que às vezes pode ser fúria

Pois sem ele, resta o ar
ar invisível pouco poluído
Que propaga som e ruído
e faz o cego se encontrar.


Ah e lá se vai o Vento!!!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Tons de Cinza e Pó

Chuva de Nanquim banhe-nos com seus devaneios, 
caricature seus contrastes em nossas almas 
Faça-nos chover em alegrias esferográficas, 
mesmo quando pareça submersa em tristeza apagada.

Alinhe suas diagonais sobre as justaposições, 
seja pura com os círculos sobre o papel
Porém não geometrize os sentimentos, 
seja quão mais instintiva possa ser.

Voe não deixando que apaguem tuas asas, 
com uma mera borracha, tampouco um liquidpaper
Recorte e cole os amigos antigos onde puder,
mas nunca se esqueça dos novos presos em tachinhas.

Escolha pincéis finos para o ódio ser passageiro, 
cerdas grossas para algo durador, caso ame 
Deixe as perspectivas atingirem o horizonte, 
que os pontos de fuga sumam de vista, sempre libertos.

Vislumbre o quão forte são as cores nesse verso, 
sentindo o fluxo da luz em meio ao prisma 
Não se deixe enganar por meros reflexos vãos, 
você entenderá que não existe escuridão...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Desejos Oníricos

A vida é uma caixinha de surpresa
fadada às maquinações do destino,
alimentada pela esperança das pessoas...

E essas, cegas pelo egoísmo
não notam o próximo pedir socorro,
para isso tão pouco se comovem...

O bobo da corte entristecido fica,
pois outrora símbolo de alegria,
maculado pelo sofrimento se ressente...

Noutro lado a bailarina cai ao chão,
pois um compartilha a dor do outro
e o bobo sente a bailarina cair...

Vertentes da mesma veia
jorra sangues distintos,
que almejam o mesmo corpo...

Tolo é aquele sem dor, de vida impura e degradável,
pois se antes não fosse, nada usurparia,
uma junção primordial que poucos compreendem...

Mas que muitos já sentiram, sem saber o sentido,
mácula de um dia tão mal vivido,
daqueles que um dia já sonharam...

Não um belo sonho qualquer
e sim um sonho despojado
cheio de, cheio de lembranças...

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Leve Desagrado ao Agrado

Nessa terra somos todos Demóstenes
a cada dia enfrentando as multidões
Engasgar em pedra ao rebento do mar
berrando ao ventos para os surdos ouvirem

Esperando de braços e abraços decepados
a mina terrestre ou a granada perdida nos achar?
Com alvos caricaturados em peles alvas
pele essa de cordeiros ou de ovelhas negras?

A escolha da questão é sempre tua, não de terceiros
e partindo do suposto que o mundo pode ser nosso
Pegue a vossa mochila, abarrotada de tralhas
decifra a Lua em busca das Evas sem migalhas

Evas daninhas com lábios venenosos e olhar ferino
mãos de punhais cravam-lhes unhas negras letais
Escarnificam a pele do senhor em sangria desatada
sangue puro, doce e cativante tão bem desejado

Derramando sangue na sarjeta ou em solo sagrado
profanador a morada das estrelas distantes
Tão equidistantes do seu corpo inerte, putrefato
e mente devassa do raio que sempre os parta

Ri aí, cagando e andando pro que eu digo?
ao menos limpe os dejetos por onde passar
Não faça como na história de João e Maria
pois cedo ou tarde, certeza que irão te achar!

Devaneio Consciente

Quem sou eu?
O mendigo deserdado...
A Rebimboca da Parafuseta...
O beijo de ontem não dado...

Quem sou eu?
Os lamentos da alma penada...
O Gol de bicicleta comemorado...
Outra morte para a bala...

Quem sou eu?
A vertigem do precipício grosseiro...
Aquela mosca sem sopa, de antes...
Ou o Dente de Leite sob o travesseiro...

Sim eu sou...
E pq não a erva tão caçada..?
O deleite do Canibal...
A Kafka do Escritor Barata...

Quem sou eu?
Os pecados de amanhã canonizados...
A elite da pobreza debaixo da ponte...
O suspiro dos amantes do adultério...

Quem sou eu?
Estúpido...
Egocêntrico...
Sintético...

Quem sou eu?
O vômito recém aproveitado...
Um biruta aos quatro ventos...
O Arcotetani do prego enferrujado...

Quem sou eu?
Aquele que foi...
Aquele que é...
Aquele que será...


Sim eu sou...
O alien da extraterra?
O robô escravizado...
Uma bolsa d'água reciclada...

Quem sou eu?
O Neto serelepe do futuro...
O Filho jogado de hoje...
O Pai severo do amanhã...

Quem sou eu?
Mero urubu na carcaça...
O Escarro do Mudo...
Ou o soco na tua cara...

Quem sou eu?
O Hipócrita confesso...
O intrépido no restelo...
A desordem do regresso...

Quem sou eu?
O orgasmo da volúpia...
O são no insanatório...
O Jegue sem a Mula...

Quem sou eu?
Sou aquilo que vc quer...
Sou aquilo que vc não deseja...
Eu sou a Lenda, como tantas outras!!!